Quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

Muita participação em debate à Câmara

População aderiu em massa para ouvir os candidatos e suas propostas. Algumas perguntas claramente encomendadas, mas também muito assunto de interesse real.

Ainda não eram 21h horas já as pessoas se começavam a reunir junto da rampa para a cave da Junta de Freguesia da Quinta do Conde, na noite do passado sábado dia 3 de Outubro. Na mesa moderada pelo director do Jornal Nova Morada, Jorge Henriques Santos tomaram parte os candidatos: Augusto Duarte do MCS; Américo Gegaloto do PS; Augusto Pólvora da CDU; Carlos Macedo do BE; Francisco Luís do PSD e José Andrade do CDS, em representação da cabeça de lista ausente.
Américo Gegaloto, defendeu a criação de serviços públicos descentralizados; diversificar o apoio a desportos sem ser o futebol; criação de um parque para idosos; criação de um auditório multiusos na Quinta do Conde; criação de actividades ao ar livre; alteração do plano de urbanização da Quinta do Conde; apoiar o movimento associativo; criar novo quartel da GNR, policia Municipal e um Contrato Local de Segurança.
O candidato do PSD disse não querer pegar em promessas dos outros mas sim em diagnósticos seus. Como objectivos o seu programa contempla: uma grande discussão sobre o Plano Urbanização da Quinta do Conde, para saber a opinião dos quintacondenses; criação de uma Policia Municipal na vila para ordenar o transito e estar nas escolas; criar um serviço médico nocturno domiciliário e gratuito para os mais carenciados; e criar um gabinete de apoio ao emprego;
O candidato do CDS diz que só se deve prometer o que se pode cumprir e isso só se sabe quando se chega à câmara. No seu programa contempla: a criação de mais espaços verdes; a recuperação do imobiliário degradado; combate à massificação, pobreza e criminalização; melhores condições para a policia, para garantir uma maior segurança da população; e acabar com a exclusão.
Augusto Duarte diz ser a favor do projecto da Mata de Sesimbra. No seu programa contempla aspectos como: Revisão do Plano da Quinta do Conde; redução das taxas para atrair construtores; criação da zona industrial; criação de sanitários públicos pois “as crianças fazem constantemente strips na relva”; melhorar o mercado da Quinta do Conde; criar canis municipais; remodelar o parque de campismo da Maça e não acabar com ele; aumentar o estacionamento; e sensibilizar para a reciclagem. O candidato do BE diz haver uma urbanização excessiva, pois estamos a receber cada vez mais gente sem ter infra-estruturas necessárias. É contra o plano da Mata de Sesimbra pois o concelho não tem escolas nem outro tipo de infra-estruturas que aguentem mais 20 mil pessoas. O seu programa visa inverter a falta de emprego no concelho e critica os planos para a Quinta do Conde pois querem “ demolir vivendas para construir prédios. Qualquer dia a Quinta do Conde é a Reboleira da margem Sul”. O candidato quer também melhorar a mobilidade e os transportes bem como criar um gabinete de apoio ao imigrante.
Augusto Pólvora diz apostar na educação, garantindo o financiamento de mais 20 salas de primeiro ciclo e seis de jardim-de-infância. A CDU aposta também no desporto com o novo estádio da Quinta do Conde e apoia os jovens, querendo criar na antiga escola do Conde 3 espaços para as associações juvenis. A aposta vai também para a cultura com mais iniciativas no cineteatro, no castelo e na Quinta do Conde. Congratulou-se também com as iniciativas da Câmara sem ajuda do Governo e com a iniciativa de habitação a custos reduzidos para jovens.
No período de perguntas um orador disse que o MCS não apresentou os orçamentos da candidatura pois não estavam disponíveis para visualização e que queria saber quais os planos turísticos para a vila. Arlindo Funina voltou a trazer o problema do Pinhal do General e Vítor Assunção disse que tinha uma associação de Bombeiros que poderia prestar serviços sem custos para a Câmara e que a Câmara prefere gastar dinheiro nos Bombeiros de Sesimbra. Um orador perguntou a Augusto Pólvora se não achava que já tinha feito demasiado mal a Sesimbra e outro morador perguntou para quando as piscinas da ADQC.
Outras questões prenderam-se com a feira festa que continua no mesmo local, com a descentralização de poderes para a Junta de Freguesia, com pedidos de uma passagem pedonal e com o saneamento do Casal do Sapo.
Nas respostas, Américo Gigaloto disse ser a favor da descentralização de competências pois algumas questões só podem ser resolvidas por quem está perto da população. Sobre o turismo na vila, o candidato explicou que a Quinta do Conde não é igual às outras freguesias, até porque não tem praia, mas que terá de se encontrar outras soluções de atracção turística para a vila, que só são possíveis com equipamentos, e aqui a solução poderá ser adaptar o plano turístico de Sesimbra de modo a trazer oferta para a Quinta do Conde. Sobre a Zona Industrial disse estar prevista para o Casal do Sapo e que o espaço da Feira Festa tem de ter uma solução.
Francisco Luís também defende a descentralização de poderes como forma de solucionar alguns problemas. Sobre a passagem pedonal critica o facto de não ter sido feita aquando da obra da estação de Coina, mas que poderá chegar-se a uma solução com um acordo com a REFER. Sobre o parque industrial o PSD propõe usar o DERRAMA para a sua construção e equipamentos. Sobre o urbanismo volta a frisar que não se pode avançar sem ouvir a população.
O candidato do CDS diz que ninguém pode acusar o partido de não falar em segurança pois esse é o ponto fulcral do programa. Sobre os bombeiros defende a utilização de voluntários pois quanto menos dinheiro se gastar melhor. Para o parque industrial a aposta vai para as PME’s e quanto ao estacionamento de pesados nunca poderia ser feito dentro da vila, pelo que as empresas deveriam obrigar os seus trabalhadores a deixar os camiões nos estaleiros e a irem no transporte pessoal para casa.
Augusto Duarte diz que ao falarem de segurança parece que a vila é alguma vila de loucos. Sobre as piscinas, foram esquecidas e os projectos ficaram todos em terra. O parque industrial é necessário, e tem de se negociar com os proprietários dos terrenos. Sobre a má pavimentação o problema é da governação PS. Sobre o orçamento do MSC disse que o morador nada tinha a ver com isso.
Carlos Macedo começou por dizer que se os cabeça de lista querem fazer perguntas aos seus candidatos que façam em sede própria não é para irem para um debate com perguntas que façam brilhar os seus candidatos. Sobre a segurança mais uma vez atribui às decisões tomadas no desenvolvimento da urbanização da vila. Quanto aos bombeiros defende que quantos mais melhor e as piscinas têm de ser municipais e onde fazem falta. Sobre o parque industrial concorda com os outros candidatos e quanto ao Casal do Sapo considera que é muito esquecido, tendo que se passar por cima da burocracia. Quando ao plano turístico o bloco defende uma maior interligação entre Sesimbra e a Quinta do Conde.
Augusto Pólvora diz que as pessoas se esquecem do que foi feito em anteriores mandatos. Concorda com a delegação de competências e quanto à segurança pensa que não está assim tão mal. Sobre um Contrato Local de Segurança diz que não iria resultar e quando ao plano turístico concorda que a vila não tem as mesmas condições que Sesimbra e por isso tem se explorar outras áreas como a cultura. Sobre o Plano Pormenor diz ser aquele que acharam melhor. Sobre piscinas da ADQC disse que o projecto nunca foi aprovado e que o financiamento também não. Neste momento o projecto já conseguiu aprovação mas não há verbas para o fazer. Quanto à feira festa terá de ser colocada em espaço próprio, por exemplo um pavilhão multiusos e deixou a pergunta no ar: estacionamento para pesados, onde?
No final todos os candidatos fizeram as despedidas da praxe e apelaram ao voto e à não abstenção.