A vítima, de 47 anos, tinha saído para o trabalho pelas 9 horas e foi sequestrada pouco depois. Os assaltantes obrigaram-na a entrar na mala do carro, que largaram em Courelas da Brava, Fernão Ferro.
Ninguém soube do seu paradeiro durante três dias, até António Santos ter comunicado à GNR da Quinta do Conde a presença de um Opel Corsa junto ao muro da sua casa. “ Eu só dei conta do carro pelas 14h30 de Terça-Feira, que foi à hora que saí de casa, mas nesse dia não liguei muito ao carro. No entanto na Quarta-Feira já comecei a achar estranho a presença daquele carro ali, mas não liguei à GNR. Na quinta-feira, já achei que era tempo demais e fui tirar a matricula do carro para ligar à GNR”. No entanto ao mesmo tempo aparece uma carrinha perto do local onde se encontrava o carro e António Santos decide comentar a estranheza do carro ali estar “comentei com as pessoas e o senhor até falava muito alto, o que pressupõe que a senhora que estava no carro deveria ter-nos ouvido, mas o certo é que não ouvi qualquer barulho a vir do carro, inclusivamente de todas as vezes que aqui vim, nunca ouvi nada”. “Quando liguei à GNR da Quinta do Conde disseram que iam tomar conta da ocorrência, mas ainda assim liguei também para a de Fernão Ferro que me disse que não voltasse a ligar para a GNR da Quinta do Conde, pois dali iam tomar conta da ocorrência.” Nessa altura eram 10 horas da manhã de quinta-feira. Por volta das 14h30 o Sr. Santos vai a Sesimbra e quando volta ainda se encontrava lá o carro. Após ter dado as voltas normais do seu dia, decide espreitar o sitio onde se encontrava o carro, e aí já a GNR tinha chegado “segundo parece houve um vizinho que também estranhou o carro, aproximou-se e bateu no carro, e foi aí que ouviu gritos vindos do interior de uma senhora que pedia ajuda pois estava lá encarcerada”. Este morador decide então ligar para a GNR e explicou o que se passava, o que fez com que imediatamente a GNR aparecesse. Eram seis horas da tarde.
Apesar de o Inem ter aparecido, e dos dias que passou no carro, a senhora não quis ir para o hospital.
Após todo o tumulto surgem agora vários rumores de que o assunto não está muito bem explicado até porque, há volta do carro, estavam muitas beatas e um maço de cigarros vazio, que, segundo consta, na terça-feira não estava lá. Os moradores dizem na terça-feira à noite ter ouvido os seus cães a ladrar mas não foram ver o que se passava.