Segunda-feira, 3 de Agosto de 2009

Sessão de Camara de Sesimbra


Educação : Alunos começas as aulas sem escola

Apesar do aviso, a decisão da Ordem dos Arquitectos em rever os projectos-tipo das novas escolas de forma a torná-las mais aprazíveis, acabou por atrasar a construção da Escola, que só deverá estar concluída em Janeiro.
“Acho bem e acho mal”, opinou o presidente da Câmara, Augusto Pólvora. No seu entender de arquitecto, “acho a escola-tipo feia”, na sua visão de autarca, “considero mal parar a obra porque a vai atrasar”.
Como alternativa e “porque os restantes estabelecimentos estão cheios” os alunos do 5º. ao 7º. ano deverão iniciar o novo calendário escolar na EB1 n.º 1 (Conde 2), um espaço que deveria ficar inactivo. Essa escola, “que não serve para o 1º. Ciclo, terá agora de ser usada pelos alunos do 2º. e 3º.”, explicou a vereadora. Resta aos alunos suportar as débeis infra-estruturas e aguardar pelo início de 2010, altura em que devem rumar para uma escola novinha em folha e (se tudo correr conforme o previsto) mais bonita do que as restantes!

Gameiro contra “beneficiar uma só empresa”

O momento mais quente da Sessão esteve relacionado com um protocolo a assinar com a empresa Efimóveis que visa a venda de habitações a custos controlados. Apesar do voto contra de Alberto Gameiro, vereador das Obras Municipais e da abstenção de Maria Guilhermina Ruivo, vereadora dos Recursos Humanos e Bibliotecas Municipais, o projecto acabou por sair aprovado e o protocolo já foi assinado com a empresa.
Com este protocolo, a Efimóveis responsabiliza-se pela construção de 194 fogos em regime de Contratos de Desenvolvimento para Habitação, para venda a custos controlados. Os fogos vão abranger as três freguesias do Concelho, 30 em Santiago, 110 no Castelo e 54 na Quinta do Conde.

CREF perde subsídio mas ganha equipamentos

No período da Ordem do Dia, outra questão picante: o subsídio de 27 mil euros a atribuir ao CREF (Centro de Recursos Educativos e Formação), instalado no Centro de Estudos Culturais Raio de Luz, para equipar o auditório e tornar a biblioteca funcional.
Um subsídio que após a forte contestação de Carlos Oliveira, acabou por ser cancelado e decidido que o investimento nos equipamentos será feito em nome pessoal da Autarquia.
“Estamos a entregar tudo e um dia, quando precisarmos de um espaço, temos de ir pedir ao CREF”, replicou Carlos Oliveira.

Mosteiros nas grutas de Azóia
No final da Sessão, Felícia Costa anunciou ainda a descoberta de uma placa com mais de mil anos escrita em árabe numa gruta da Azóia.
Um achado “único” e “e perfeitamente bem conservado que prova a existência de mosteiros muçulmanos nas nossas grutas”.